domingo, outubro 12, 2014

Sexismo na linguagem


Meu sumiço se deve a duas coisas, basicamente: meu estágio em História (que não só me toma tempo, mas nervos, porque eu tento me desprender das coisas e dos problemas da escola pública - e não consigo, por mais que não pretenda lecionar para ganhar meu pão vegano de cada dia) e minhas leituras sobre evolução. Essas leituras sobre evolução estão fervendo meu cérebro. Muito do que quero saber não está pronto nos livros, com um capítulo especialmente dedicado ao assunto. Preciso estudar muito, ainda. Por mais que meus textos no blog sejam simples e concisos, eles me tomam alguma energia, e no momento quero usá-la em leituras sérias para que, posteriormente, eu possa escrever postagens mais fundamentadas e interessantes, e não somente essas críticas que venho fazendo sem ter referências e livros abertos amontoados ao meu redor, perto do notebook. 

Para não ficar tão ausente e para recomendar um site que tenho como "guru", falo, brevemente, sobre um problema muito nauseabundo que vem me incomodando há mais de dois anos. É a questão dos gêneros na linguagem. Após não aguentar mais ler aberrações como "todos e todas", "os homens e as mulheres" e temer pelo futuro dos livros (sim, se essa doença politicamente correta continuar e se alastrar na velocidade dos últimos tempos, logo vão "corrigir" os títulos dos livros: Darwin terá escrito um A descendência do homem e da mulher e Sérgio Buarque de Holanda, em seu machismo oculto, será consertado, no clássico texto, para O homem e a mulher cordiais), perguntei ao Professor Cláudio Moreno, em seu site Sua Língua, se poderia fundamentar a tolice do uso de "fulanos e fulanas", ou "fulan@s", ou, ainda, "fulanxs". Ele me respondeu que já havia escrito sobre o assunto e encaminhou o link para o texto "sexismo na linguagem". É perfeito. Se não fosse tão longo, gostaria de estampá-lo em uma camiseta e sair pela cidade com ela, propagandeando conhecimento de quem estuda e tem propriedade para falar, e não achismo barato que quer somente enfear discursos e textos escritos em nome de uma lógica estapafúrdia.

Não vou explicar mais sobre o tema porque Cláudio Moreno já é bastante didático no tal artigo. Recomendo a leitura e o compartilhar. Texto delicioso e até divertido. Se possível, mais tópicos devem ser explorados no espaço "índice geral". 


Um abraço!