quarta-feira, setembro 07, 2016

Retornando


Senhores que me leem, que bom encontrá-los de novo. Sumi um pouco porque estava terminando rodopios com certos estudos formais. Não se equiparam aos estudos formais de vocês, certamente, porque eu entrei nessa por motivo de trabalho – nosso salário evolui quando apresentamos certificados e diplomas – e fiz inscrição em qualquer à distância que aparecesse pela frente. Por acaso gostei muito de estudar Direito Penal. Entrei por dinheiro – critico mercenários e agora dou esse espetáculo de franqueza; meu maior problema, contudo, sempre foi com os que alegam amor àquilo que fizeram só por pecúnia ou conveniência, atentem bem – e gostei dos assuntos sem querer. Assim, agora que terminei os tais estudos formais estou pronta para estudar o Direito Penal brasileiro do jeito informal, que é mais agradável, genuíno e ao meu tempo. Tomada pela presunção positiva que acossa os outros, continuo aguardando os "amo o que faço" aparecerem com leituras sérias sem que professores os tenham obrigado a isso – vá e leia um livro de Keynes à beira do mar, tire uma semana de férias para entender aquele ponto difícil de Kotler, fique ansioso para ver os julgamentos do STF na TV Justiça após o expediente – ou sem que sirva para a olimpíada do Lattes. Enquanto não houver linguista lendo Bakhtin no próprio aniversário sem nenhuma pretensão acadêmica ou suposto amante de música clássica trocando banquete gratuito em festinha da repartição para ouvir Brahms, poupem-me desse saco de balelas. Pronto, terminei meu micro-protesto que parece saído de uma letra de hip-hop. Volto logo.